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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Atividade física faz adulto fabricar tipo de gordura que protege da obesidade, mostra estudo

Um hormônio produzido em resposta à prática de exercícios pode transformar a gordura comum do corpo em gordura marrom, boa para a saúde, reduzindo o risco de doenças como obesidade e diabetes. A conclusão é de um estudo publicado nesta quarta-feira (11) na Nature e abre perspectiva para a criação de um medicamento capaz de reproduzir os efeitos da atividade física para o corpo.

Ao contrário da gordura comum (também chamada de 'branca'), a gordura marrom é metabolicamente ativa, ou seja, leva à queima de calorias. Até pouco tempo, achava-se que ela existia apenas nos bebês, mas estudos revelaram que adultos também podem fabricar esse tipo de gordura "desejável".

A pesquisa, conduzida por pesquisadores do Instituto de Câncer Dana-Farber e da Faculdade de Medicina de Harvard, ajuda a entender como os exercícios afetam o organismo em nível celular.

O estudo analisou uma substância chamada PGC1-alpha, produzida em abundância pelos músculos durante e após os exercícios.

"Parece claro que o PGC1a é responsável por muitos dos benefícios atribuídos aos exercícios", afirma Bruce Spiegelman, professor das duas instituições e autor do estudo.

Segundo ele, ratos que foram induzidos a produzir grandes quantidades da substância nos músculos mostraram-se resistentes à obesidade e ao diabetes, assim como muitas pessoas que praticam exercícios com regularidade.

Os pesquisadores descobriram que a substância estimula a expressão de uma proteína chamada Fndc5, que há muito tempo chama atenção dos biólogos.

Mensageiro

Os cientistas da Harvard notaram que uma das coisas que a proteína faz é se quebrar em duas partes, sendo que uma delas é um hormônio que até então era desconhecido. Ele foi batizado de "irisina", em homenagem a Íris, a deusa mensageira da mitologia grega.

Diferentemente da maioria das substâncias que nascem dos músculos, a irisina entra na corrente sanguínea e segue em direção às células de gordura onde, a partir de sinais bioquímicos, começa a transformar a gordura comum (também chamada de branca) em marrom.

Os pesquisadores acreditam que a irisina, ou seja, a quantidade de exercícios que uma pessoa faz, é que determina a quantidade de gordura marrom no organismo.

Os cientistas injetaram a irisina nas células de gordura branca dos ratos e perceberam que elas começaram a se transformar em gordura marrom. Os ratos também passaram a queimar mais energia depois do procedimento.

Em experimentos adicionais com ratos engordados em laboratórios, injeções da proteína Fndc5 aumentaram a tolerância dos animais à glicose, ou seja, eles ficaram protegidos do diabetes, apesar do risco aumentado pela dieta rica em gordura.

Células humanas

Testes posteriores com células musculares de seres humanos apontaram uma quantidade maior de irisina após a execução de um programa de corrida que durou várias semanas. Curiosamente, o hormônio detectado era igual ao descoberto nos ratos.

Apesar de todos os benefícios, os ratos que receberam irisina perderam poucos quilos. Spiegelman explica que o hormônio evita o ganho de peso – mesmo diante de uma dieta rica em gordura – e mantém os níveis de açúcar estáveis. Ou seja, ele aparentemente ajuda a manter a pessoa saudável, mas não ajuda a emagrecer.

No futuro, o pesquisador espera testar as injeções de irisina em pessoas que, devido a deficiências ou problemas de saúde, não podem praticar atividade física. Ele também quer descobrir qual a quantidade e o tipo de exercício capazes de levar ao aumento da substância em pessoas saudáveis.

Fonte: Uol

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