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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Cientistas americanos querem controlar o açúcar

Pesquisadores dizem que seu consumo é tão perigoso quanto o do álcool

Cientistas americanos entraram em campanha para que haja controle do consumo de açúcar. Segundo eles, o açúcar é tão perigoso que deveria ter sua venda ser controlada, assim como o álcool e o tabaco. E argumentam que há hoje uma pandemia global de obesidade, para a qual o consumo de açúcar é um fator decisivo, e que esta pandemia já provoca 35 milhões de mortes a cada ano, em decorrência de doenças como diabetes, problemas cardiovasculares e câncer.

Num artigo publicado pela revista científica Nature, pesquisadores da Universidade da California em San Francisco denunciam que o açúcar faz muito mais mal do que simplesmente expandir cinturas. No nível em que é consumido pela maioria dos americanos, o açúcar muda o metabolismo, aumentando a pressão arterial e causando danos no fígado. Os riscos para a saúde espelham aqueles provocados pelo álcool, até porque o álcool é um derivado do açúcar.

O consumo mundial de açúcar triplicou nos últimos 50 anos e é visto como uma das principais causas da epidemia de obesidade. Para os médicos Robert Lustig, Laura Schmidt e Claire Brindis, autores da pesquisa da Nature, a obesidade é apenas um sintoma possível da toxicidade do açúcar, e seus efeitos vão mais longe do que simplesmente ter uma elevação de calorias.

Enquanto o grande público pensar que o açúcar é apenas 'calorias vazias', não temos chance de resolver este problema alerta Lustig. Há boas calorias e calorias más, assim como existem gorduras boas e gorduras más, aminoácidos bons e maus, carboidratos bons e carboidratos ruins. E o açúcar é tóxico muito além das suas calorias.

Claire Brindis acrescentou que o público precisa de ser melhor informados sobre os perigos do açúcar, com uma abordagem ampla semelhante ao que ocorre com o tabaco e o álcool. A equipe de médicos sugere ações incisivas para reduzir o consumo de açúcar, tais como cobrança de impostos especiais nas vendas do produto, controle de acesso e requisitos mais rigorosos de licenciamento, controle de máquinas de venda automática e inspeção em lanchonetes que vendem produtos com muito açúcar, especialmente em escolas e locais de trabalho.

Há uma enorme lacuna entre o que sabemos por informação científica e o que praticamos na realidade. A fim de mover a agulha de saúde, essa questão precisa ser reconhecida como uma preocupação fundamental, a nível global. Nós não estamos falando de proibição, mas de controle. Estamos falando de maneiras para reduzir o consumo de açúcar, de modo a fazer com que as pessoas saiam dos níveis atuais elevados de consumo de açúcar e evitem dose concentradas do produto. O que nós queremos é permitir que as pessoas tenham mais escolhas, tornando os alimentos que não são carregados com um teor de açúcar comparativamente mais fácil de ser digerido de forma saudável e mais barato de se obter avalia a doutora Brindis, no artigo da revista Nature.

Fonte: O Globo

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