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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Cientistas descobrem gene do fast food

Cientistas americanos identificaram a forma de expressão de um gene, presente em 21% da população, que está relacionado à preferência pessoal por comidas gordurosas e, consequentemente, com o risco de obesidade. Os resultados da pesquisa, publicada na última edição da revista Obesity, ajudam a explicar porque é tão difícil para algumas pessoas seguir uma dieta de baixas calorias.

O gene em questão se chama CD36 e está presente em todo o mundo animal. Sua forma "AA", que foi identificada como a responsável pela preferência por gordura, teve um papel importante na evolução dos seres humanos segundo o estudo. "Gorduras são essenciais em nossas dietas. Na nossa história evolutiva, pessoas que tinham mais facilidade em ingeri-la tinham também mais chance de sobrevivência", explica Kathleen Keller, especialista em ciência nutricional e uma das autoras do estudo.

Além de essencial para a dieta, a gordura é saborosa para os humanos em geral. "Agora demonstramos que pessoas com formas particulares do gene CD36 tendem a gostar mais de fast food e outras comidas gordurosas do que a média da população. O resultado é que essa porção da sociedade é um grupo de risco para a obesidade", afirmou Keller.

Experiência - Para chegar aos resultados, os cientistas fizeram um experimento com voluntários negros, já que esse grupo étnico é especialmente vulnerável à obesidade. Os participantes preencheram questionários sobre suas preferências alimentícias, respondendo o quanto gostavam de comidas gordurosas como bacon, frango frito, cachorro quente, batata frita, bolos e biscoitos. Também foi oferecido a eles um prato de salada italiana com quantidades variáveis de óleo de canola. Amostras de saliva dos voluntários foram coletadas para estudar que forma do gene CD36 possuíam.

Os resultados não deixaram dúvidas. Os participantes com a forma "AA" do gene gostaram da salada com maiores quantidades de óleo e mostraram maior taxa de preferência por alimentos gordurosos do que a média das respostas. "Os resultados mostram que essa parcela da população acha a gordura mais gostosa", afirmou Keller. "Esperamos que esse estudo possa ajudar as pessoas a escolher dietas que sejam mais fáceis de seguir. E também achamos que o resultado pode ajudar pessoas que desenvolvem alimentos de baixas calorias a fazerem com que eles pareçam mais apetitosos", completou a cientista.

O próximo passo na pesquisa, segundo a equipe que a coordenou, é investigar como o gene se expressa em crianças, já que, para elas, pode ser ainda mais difícil se adaptar a uma dieta pouco calórica. "Pretendemos escanear o cérebro de crianças enquanto elas comem alimentos e bebidas ricos em gordura para ver que partes reagem. Assim, poderemos desenvolver alimentos que possam ser percebidos como gordurosos e gostosos para o cérebro, mas que, na verdade, são saudáveis", concluiu Keller.

Fonte: Exame

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