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segunda-feira, 19 de março de 2012

Menos gordura ou menos carboidrato?

Quando o assunto é obesidade, perder peso com uma dieta pobre em carboidratos pode ser melhor para o coração

Dietas pobres em gordura e em carboidratos podem ser igualmente eficazes para ajudar adultos obesos a perderem peso. De acordo com um estudo divulgado esta semana, no entanto, quando comparadas as duas dietas, é o regime pobre em carboidratos que que oferece mais benefícios em relação ao risco de problemas cardiovasculares.

O estudo, publicado no periódico Anais de Medicina Interna, foi conduzido por uma equipe da Universidade de Temple, da Philadelphia, nos Estados Unidos, avaliou 307 obesos adultos de meia-idade que foram divididos aleatoriamente para receber os dois tipos de dieta, somadas a um programa de emagrecimento.

O grupo que recebeu a dieta low-carb (pobre em carboidratos) seguiu o plano de alimentação conhecido como Dieta da Proteína de Atkins, no qual os carboidratos foram limitados a 20 gramas diárias por 12 semanas. Depois dessa fase, estes participantes receberam gradualmente pequenas quantidades de frutas, grãos e laticínios. O grupo podia comer quantidades ilimitadas de gordura e proteína.

O grupo que recebeu a dieta low-fat (pobre em gorduras) teve a ingestão de calorias diárias limitadas entre 1.200 e 1800 – dependendo do sexo e do peso corporal inicial – sendo que 55% dessas calorias precisavam vir de carboidratos, 15% de proteínas e 30% de gorduras.

Ao cabo do primeiro ano, os dois grupos tiveram uma redução média de peso de 10 quilos. No segundo ano, foram cerca de 7 quilos. A equipe chefiada por Gary D. Foster concluiu que não houve diferenças significantes de perda de peso entre os dois grupos.

Nos primeiros seis meses do estudo, no entanto, a equipe que recebeu a dieta low-fat tomou a dianteira no quesito redução do colesterol ruim, o LDL. Os níveis de LDL deste grupo caíram, em média, 10mg por decilitro de sangue. No grupo que recebeu a dieta low-carb, os seis primeiros meses foram de aumento do LDL – provavelmente porque o consumo de gorduras e proteínas não foi limitado.

Ao final do segundo ano, os dois grupos haviam reduzido suas taxas de LDL a níveis semelhantes, assim como haviam experimentado redução das taxas de triglicérides e da pressão sistólica. No quesito colesterol bom, o HDL, a média de aumento para o grupo que comeu menos carboidratos foi de 8mg/dL e do que se alimentou com menos gorduras chegou a 5mg/dL.

"Ainda assim, os resultados não significam que para perder peso todo mundo precisa adotar a dieta pobre em carboidratos" afirmou Foster à Reuters.

"As duas dietas ajudaram as pessoas a perderem peso e a melhorarem os fatores de risco para doença cardíaca. O importante é escolher mudanças com as quais se consiga conviver a longo prazo."

O pesquisador acrescentou que os resultados também foram influenciados por mudanças nos hábitos de vida dos participantes e não apenas pelo tipo de dieta adotada. Todos foram orientados a caminhar regularmente e aprenderam técnicas para manutenção do peso. Segundo Foster, fatores comportamentais também influenciam na perda de peso.

Fonte: IG

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