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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sono contribui para uma vida mais longa e saudável

O Dia Mundial da Saúde, comemorado em 07 de abril, é uma boa data para a avaliação de hábitos e atitudes que prejudicam a saúde, e os distúrbios do sono são fatores que influenciam no bem-estar. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 40% da população mundial apresenta algum tipo de distúrbio ou síndrome do sono. E um estudo realizado pelo Instituto do Sono comprovou a contribuição do sono para uma vida mais longa e saudável. Para identificar os fatores que colaboram para a longevidade, foram analisados jovens de 20 a 30 anos, idosos entre os 60 e 70 e idosos acima dos 85 anos, incluindo um de 105 anos.

Ficou constatado que o sono profundo não apresenta variação ao longo da vida, o que significa que ele é essencial, já que regula funções importantes no organismo. Um sono profundo, e de qualidade, somado a outros hábitos saudáveis, como exercícios físicos e boa alimentação colaboram para que o indivíduo alcance uma maior expectativa de vida. "Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos, que se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e a longo prazo", afirma Renata Federighi, consultora do sono da Duoflex.

Esse estudo também comprova que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, além de estar mais propenso a algumas doenças. "A privação do sono pode comprometer a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo, como o hormônio do crescimento (GH), cuja produção ocorre durante a primeira fase do sono profundo, e a leptina, hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade", completa Renata.

Em curto prazo, a privação do sono pode causar dores no corpo, cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração. E em longo prazo, falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastrointestinais e perda crônica da memória.

Fonte: Terra

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