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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Fraturas no quadril devem aumentar 32% até 2050

O número de fraturas no quadril, causadas por fragilidade óssea, deve aumentar em 16% até 2020 e em 32% até 2050 no Brasil. A previsão está em relatório divulgado nesta quinta-feira pela Fundação Internacional para Osteoporose (IOF, sigla em inglês). Atualmente estima-se que ocorram cerca de 121.700 dessas fraturas todos os anos no país. O aumento da incidência do problema, informa o documento, é provocado pela osteoporose em idosos.

Cerca de 20% da população brasileira tem 50 anos ou mais, e 4,3% tem 70 anos ou mais. Acredita-se que, todos os anos, de 153 a 343 fraturas no quadril ocorram em um grupo de 100.000 pessoas com 50 anos ou mais. Até 2050, com o aumento da expectativa de vida para 80 anos, estima-se que 37% da população terá mais de 50 anos, e que 14% terá 70 anos ou mais.
"Dadas as projeções futuras, a osteoporose e as fraturas por fragilidade se tornaram um problema de saúde de preocupação imediata. Devemos implementar medidas nacionais para prevenção, enquanto asseguramos que pessoas em risco são apropriadamente diagnosticadas e tratadas", diz Bruno Muzzi Camargos, presidente da Associação Brasileira da Avaliação da Saúde Óssea e Osteometabolismo (ABrASSO).
As fraturas de quadril são a principal causa de sofrimento, incapacitação e morte precoce em idosos. Estudos internacionais mostram que cerca de 20% das pessoas que sofrem fratura no quadril morrem até um ano após a lesão. Uma pesquisa que analisou pacientes em um hospital no Rio de Janeiro, no entanto, mostrou que 35% haviam morrido no hospital ou logo após terem recebido alta. Os pacientes que sobrevivem à fratura, geralmente ficam deficientes e perdem a capacidade de ter uma vida produtiva e independente.
O lado positivo, no entanto, é que o Brasil é uma das poucas nações da América Latina que declarou a osteoporose uma prioridade nacional.
Números — O levantamento da IOF, que analisou dados de catorze países da América Latina, revelou que no Brasil, segundo estudo de 2010, com mais de 4.300 mulheres com 50 anos ou mais, 11,5% tinham algum tipo de fratura em função da osteoporose, e que 33% tinham osteoporose.
Também estima-se que 2,9 milhões de brasileiras com idades acima de 50 anos têm fraturas vertebrais, na maioria dos casos ainda não diagnosticadas. As fraturas vertebrais podem causar dor e incapacidade, levando à curvatura da coluna.
Custos — O custo do tratamento de fraturas é grande e cresce cada vez mais. O custo direto aproximado para o tratamento da fratura de quadril no Brasil varia de 3.900 dólares a 12.000 dólares em hospitais privados, ficando o paciente internado 11 dias, em média. Isso não inclui os custos indiretos associados com os cuidados pós-operatórios, reabilitação, perda de produtividade e necessidade de cuidados por um longo período de tempo.
Diagnóstico — Como em outros países ao redor mundo, existe um problema generalizado de falta de diagnóstico e de tratamento. Uma fratura por fragilidade indica um risco alto de fraturas posteriores e deve imediatamente levar a uma avaliação para osteoporose. Entretanto, um estudo mostrou que de 123 pessoas hospitalizadas por fratura no quadril, nenhuma havia feito exame para densidade óssea durante a internação;
Há uma maior incidência de fraturas entre as mulheres que vivem nas cidades do que nas áreas rurais. Por outro lado, as pessoas que vivem em áreas rurais muitas vezes não têm acesso à densitometria óssea para o diagnóstico.

Fonte: Veja

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