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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Crianças obesas apresentaram níveis mais elevados de BPA (Estudo liga produtos químicos com risco à obesidade)


Por Jennifer Corbett Dorren (Tradução Renata Souza, revisão Anderson Brandão)

Um novo estudo associou os produtos químicos usados nos alimentos e recipientes de bebidas com a obesidade em crianças e adolescentes.

Essa pesquisa, publicada nessa quarta-feira (19 de setembro) no ‘’Journal of the American Medical Association’’ mediu as concentrações da substância química bisphenol A, ou BPA, na urina e descobriu que crianças com altas concentrações desse químico são mais suscetíveis a obesidade do que crianças com baixas concentrações.

Os pesquisadores avisam, contudo, que as descobertas não necessariamente significam que o BPA tem um papel no desenvolvimento da obesidade e que essas crianças e adolescentes obesos comem mais alimentos com altas concentrações de BPA do que crianças e adolescentes magros ou tem uma grande quantidade de BPA armazenada no tecido adiposo.

Em julho, a FDA baniu o uso do BPA em mamadeiras e copinhos, depois das indústrias já terem parado com o uso do BPA por causa da preocupação com a saúde. Porém o FDA parou de proibir o uso do BPA nos revestimentos das latas de metal e em outros plásticos, dizendo que não tinha sido provado que a exposição a baixos níveis do BPA através da dieta eram inseguros.

A agência diz que irá rever o novo estudo como ‘’parte de sua avaliação contínua sobre a segurança do BPA”, mas também diz ‘’notar dúvidas substanciais em relação à interpretação global de vários estudos publicados, e, sobretudo, suas potenciais implicações na saúde humana por causa da exposição ao BPA”.

Outros estudos tem sugerido que o BPA está ligado a problemas de saúde em humanos.

Muitos plásticos e revestimentos de latas de metal ainda contém BPA, apesar de muitas companhias estarem eliminando progressivamente o uso dessa substância. Campbell Soup Co acredita que a maioria das latas de sopa será sem BPA até julho de 2013. O BPA é usado para fazer um epóxi para o revestimento de mais de 85% das latas produzidas nos Estados Unidos, de acordo com a ‘’North American Packaging Aliiance”, um grupo industrial que representa os fabricantes de latas.

O revestimento é feito para prevenir que alimentos ou líquidos entrem em contato com o metal e os mantém longe de contaminações por bactérias. O BPA pode ser absorvido pela comida ou bebida e entra no corpo após a pessoa comer ou beber.

O ‘’American Chemistry Council’’, o grupo comercial que representa os fabricantes de produtos químicos, diz que a associação entre a obesidade infantil e o BPA “é especulativa na melhor das hipóteses” e apontou para outra pesquisa que apoia “a utilização segura do BPA”.

Pesquisadores da Universidade de Nova Iorque analisaram dados de 2,838 crianças e adolescentes coletados como parte da ‘’National Health and Nutrition Examination Survey’’ de 2003 até 2008. Essa vistoria é realizada de forma rotineira pelos ‘Center for Disease Control and Prevention’’ para obter informações da saúde e nutrição da população americana.

Os pesquisadores mediram os níveis de BPA na urina de crianças com idade entre 6 e 19 anos. Eles descobriram que aqueles que tinham altas concentrações urinárias de BPA havia aumentando significativamente a chance de se tornarem obesos. Em 2008, outro estudo – também usando dados da ‘‘Nacional Health ad Nutritivo Survey” – analisou a concentração de BPA em adultos e encontrou altos níveis de BPA associados a doenças cardiovasculares e diabetes.

Acredita-se que o estudo atual é o primeiro a analisar especificamente a obesidade em crianças e os níveis de BPA.

O estudo mostrou que 17.8% das crianças e adolescentes foram considerados obesos e 34,1% foram considerados acima do peso. As concentrações de BPA dos participantes do estudo foram divididas em quatro grupos. O grupo com baixo BPA tinha uma taxa de obesidade de 10,3%, enquanto crianças e adolescentes no segundo grupo tinham uma taxa de 19%, disseram os pesquisadores. A taxa de obesidade foi de 20,1% no terceiro grupo e de 22,3% no quarto grupo, o com a maior concentração de BPA. Os pesquisadores disseram que a análise controlou outros fatores que podem influenciar o peso como a ingestão calórica e assistir televisão.

Fonte: The Wall Street Journal

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