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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Para perder peso, menos exercício pode ser mais


Por Gretchen Reynolds (Tradução Renata Souza, revisão Anderson Brandão)

A maioria das pessoas que começa uma atividade física na esperança de perder algum peso, acaba por se desapontar, em uma circunstância familiar tanto para os praticantes quanto para os cientistas. Múltiplos estudos têm descoberto que sem grandes mudanças na dieta, ocorrerá apenas uma modesta perda de peso, isso na melhor das hipóteses (contudo geralmente torna as pessoas mais saudáveis). Alguns exercícios não promovem perda de peso outros até promovem o ganho.


Mas existem novas e encorajadoras notícias sobre atividade física e perda de peso em um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Copenhagen, foi descoberto que exercícios podem contribuir para afinar a cintura, desde que seja na quantidade ideal (nem pouco e nem demais).


Para chegar a essa conclusão, os cientistas dinamarqueses selecionaram um grupo de jovens homens sedentários e rechonchudos, um segmento da população que tem aumentando na Dinamarca, bem como, no resto do mundo. Os voluntários, a maioria com idade entre 20 e 30 anos, foram ao laboratório para determinar as medidas iniciais de suas condições aeróbicos, gordura corporal, taxa metabólica e saúde geral. Nenhum tinha diabetes, pressão alta ou doença cardíaca, apesar de gordos, não eram obesos.

Os homens foram selecionados aleatoriamente para fazer exercício ou não. Os que não fizeram exercícios, que serviram como controle, voltaram para suas rotinas normais, sem mudanças em suas dietas e hábitos sedentários. O segundo grupo começou com 13 semanas de moderados exercícios feitos quase que diariamente, consistindo de corrida, ciclismo ou outra atividade por 30 minutos ou até cada um ter queimado 300 calorias (baseado na taxa metabólica de cada um). O terceiro grupo foi submetido a uma rotina mais extenuante de exercício com quase uma hora de duração, quando cada um deles queimou 600 calorias.

Todos homens foram orientados à não mudar suas dietas conscientemente, mesmo comendo muito ou pouco e deveriam manter um diário alimentar detalhado durante as 13 semanas.

Em alguns dias determinados, eles foram orientados a vestir sofisticados sensores de movimentos que iriam medir o quão ativo eles estavam nas horas antes e depois dos exercícios.

Ao final das 13 semanas, os integrantes do grupo controle pesavam o mesmo que no início, o percentual de gordura se manteve igual, o que não é surpreendente.

Por outro lado, os homens que se exercitaram demais ou 1 hora por dia, conseguiram perder algum peso, perdendo uma média de 5 libras cada. Os cientistas calcularam que essa perda de peso, mesmo não sendo insignificante, ainda foi 20% menor do que o esperado de acordo com o número de calorias que eles estavam gastando por dia durante os exercícios, se a ingestão alimentar e os outros aspectos da vida deles tivesse se mantido estável.

Enquanto isso, os voluntários que se exercitaram por 30 minutos por dia se saíram melhor, perdendo uma média de 7 libras cada, um total que, devido ao menor número de calorias queimado durante o exercício, representa 83% de bônus além do esperado, disse Mads Rosenkilde, a Ph.D. da Universidade da Copenhagen que liderou o estudo. A impressionante perda de peso por causa dos exercícios leves ‘’foi um choque’’, ele disse.

E não ficou completamente claro a partir de dados adicionais do experimento, porque os participantes desse grupo foram muito mais bem-sucedidos em perda de peso do que os outros homens.

Mas existem dicas, disse Rosenkilde: Os diários alimentares do grupo que queimou 600 calorias por dia, revelou que eles também aumentaram o tamanho de suas refeições e lanches, contudo o aumento da ingestão calórica não foi o suficiente para explicar a diferença nos resultados. “Eles provavelmente estavam comendo mais” do que estavam anotando.

Eles também estavam inativos nas horas antes dos exercícios, os sensores de movimento mostraram. Quando eles não estavam se exercitando, eles estavam, na maior parte do tempo, sentados. “Eu acho que eles estavam fatigados” disse.

Os homens que se exercitaram a metade do tempo, contudo, se mostraram com mais energia e motivados. Os sensores de movimento mostraram isso, em comparações com os homens dos outros grupos, eles estavam mais ativos nos momentos sem fazer exercícios. “É como se eles estivessem usando as escadas, ao invés dos elevadores, e andando mais”, Rosenkild disse. “São pequenas coisas, mas elas fazem diferença’’.


A mensagem geral, é que exercícios de curta duração parecem ter permitido os homens a “queimar mais calorias sem ingerir mais”. Os exercícios de longa duração foram mais extenuantes e aumentaram o desejo em grande parte inconsciente de repor os estoques de energia.

É claro, que o estudo envolveu somente homens jovens, cujo metabolismo e motivação para perder peso podem ser um pouco diferente dos outros grupos, incluindo mulheres.

O estudo também foi de curto-prazo, e os resultados podem mudar ao longo de, por exemplo, um ano de exercício contínuo, Rosenkild disse. Os homens que se exercitaram por 60 minutos estavam no final das contas, ganhando músculos, enquanto os de 30 minutos de exercícios não. Essa musculatura extra compensa parte da perda de peso nos exercícios vigorosos em curto prazo – eles perderam gordura e ganhou músculo, diminuindo o resultado geral – mas em longo prazo isso pode aumentar seu metabolismo, gerando um controle do peso.

Ainda assim, se o relacionamento entre exercício e perda peso é complicada e confusa, um ponto não é equivocado. Os homens sedentários “não perderam peso algum”, disse Rosenkilde, então se você espera perder peso, “qualquer quantidade de exercício é melhor do que nenhuma’’.

Fonte: New York Times

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito interessante mesmo esse estudo e os possíveis desdobramentos. Valeu!
Flavia

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