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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Noites mal dormidas mudam funcionamento de 700 genes


Proteínas ligadas a processos inflamatórios e à resposta ao estresse tiveram quantidades modificadas em voluntários Apenas uma semana com noites de até seis horas de sono foi o bastante para a mudança

Mais de 700 genes tiveram funções alteradas quando 26 voluntários foram submetidos a uma sequência de noites mal dormidas, concluem pesquisadores britânicos da Universidade de Surrey. Apenas uma semana com repouso menor que seis horas por noite foi o suficiente para alterar a produção de proteínas ligadas a processos inflamatórios e, por consequência, do sistema imunológico, além da resposta do corpo ao estresse.


Os voluntários foram comparados em duas situações. Uma em que passaram uma semana com 10 horas de noite de sono e outra com as seis horas no mesmo intervalo. Especialistas já sabem, com base em estudos anteriores, que a saúde do coração, o diabetes, a obesidade e o funcionamento do cérebro têm ligação com as horas de sono do indivíduo.

Com a privação do sono, proteínas que estão ligadas ao ciclo de repouso passam a agir de forma irregular. É o famoso relógio biológico que, neste caso, fica descompassado, pois substâncias que deveriam estar em determinado nível durante o dia ficam em outro patamar por causa das noites mal dormidas.

A literatura científica sobre o sono já provou que problemas para dormir aumentam a irritabilidade e a liberação de cortisol e ACTH (hormônios relacionados ao estresse) no organismo, resultados que acompanham as revelações da pesquisa britânica. Outras pesquisas demonstraram ainda que o estresse é capaz de alterar o sono de ratos.

Em comunicado divulgado pela universidade, o professor de genética funcional da Universidade de Surrey Colin Smith avaliou:

Ao combinar a nossa experiência no sono e a genômica (o estudo do conjunto completo de nossos genes), estamos começando a fazer avanços que terão um impacto no nosso entendimento e tratamento de problemas de saúde decorrentes da privação de sono.

Até então, os efeitos da redução nas horas do sono no funcionamento dos genes haviam sido mais estudados com base em comparações mais radicais, como a privação total do sono. De acordo com a pesquisa, são poucas as referências a partir da noite insone apenas em parte. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos Estados Unidos, 40 milhões de civis adultos têm média de sono inferior a seis horas por noite.

Algumas das causas para a falta de sono são a alimentação inadequada, o aumento da ansiedade, o sedentarismo e a evolução da tecnologia, que conecta as pessoas 24 horas por dias, mas deixa pouco tempo para deitar a cabeça no travesseiro e descansar.

Fonte: O Globo

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