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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Aposto com você: o estresse está te fazendo comer demais. Como desarmar a armadilha das “comfort foods”

Por Lucas Medeiros

Imagino uma cena fictícia durante um bate-papo agradável com amigos. Um algoz mascarado me sentencia à pena de morte. “Lucas, você terá direito a uma última refeição! Qual você escolhe?”

Pois é. Escolho um sanduíche com batata frita e refrigerante do McDonalds. Eu confesso que atualmente este é um lanche raro na minha vida. Mas frente à ameaça, à ansiedade e ao perigo, eu escolheria sim o McDonalds – um agregado perfeitamente hipercalórico produzido de carboidratos, gorduras e sal.


É nosso instinto. Nossos antepassados nos deixaram essa herança genética comportamental. O estresse crônico nos empurra para uma “alimentação emocional”. Nos tempos das cavernas, saciando o desejo pelas hipercalorias em excesso, teríamos mais chance de sobreviver aos dilúvios, aos predadores e à escassez de comida.

O estresse crônico poderia alterar níveis de hormônios como cortisol, insulina e grelina, nos impulsionando para as “comfort foods” (“comidas confortáveis”). Ao comer estes concentrados de açucares e gorduras , áreas do cérebro relacionadas ao estresse e às emoções primitivas tem, por feedback (retroalimentação), a atividade inibida em imagens funcionais do cérebro.

Mas comeu “comfort food” demais, o corpo padece. E o dilúvio, o predador e a escassez de comida não vieram.
 
Como desarmar a armadilha

1. Coma de 3 em 3 horas. De forma saudável, é claro. Lanche saudável. O jejum prolongado – que muita gente faz com orgulho pulando refeições e achando um barato para emagrecer – faz seu corpo entrar num estado de hipometabolismo e baixo gasto de energia. O jejum é uma mensagem de escassez pro homem das cavernas que mora dentro de você. Na refeição do final do dia seu corpo vai pedir açúcar e gordura. E você tem grandes chances de obedecer.

2. Faça exercício físico. O hábito do exercício ameniza as tensões físicas e emocionais. Diminui o estresse crônico. Te traz mais paz. Refresca suas sinapses neurais com endorfina, um mensageiro químico do bem estar.

3. Meditação. Respiração. Técnicas para acalmar a mente. Mindfulness, que é estar inteiro e consciente no momento presente, sem pensar demais no passado ou se preocupar demais com o futuro. É simples. Sentar durante 3 a 5 minutos e focar a atenção em um objeto: a respiração por exemplo. O hábito da meditação é seu desafio. A ciência, estudando os benefícios da meditação, está demonstrando o que a experiência pessoal e os sábios orientais já sabiam há milênios. Que bom.

4. Comer atento ao que se come. Quantas vezes já comemos mecanicamente diante da televisão; jogamos a comida na garganta com pressa e engolimos sem mastigar direito. Seu cérebro não registra. A saciedade fica difícil de ser percebida. Comemos talvez demais porque não nos damos conta que estamos comendo. Coma devagar. Saboreie. Se você gosta tanto de comer, faça esse momento realmente especial.

5. Coma alimentos integrais. As fibras. Em geral carboidratos bons são alimentos que no seu prato se parecem como quando foram colhidos na natureza. Ao contrário, grãos refinados como nos bolos de festas, biscoitos de criança, pães e arroz brancos são pobres em fibras e micronutrientes saudáveis. As fibras e os integrais – pão, arroz, massas e biscoitos integrais; frutas, verduras, cereais – dão sensação de saciedade e fornecem uma caloria equilibrada pra te deixar com energia e bem disposto por mais tempo.

6. Psicoterapia. Desatar nós emocionais, crenças ruins sobre nós mesmos e sobre a vida. Estresse demais pode ser causador e pode ser sintoma de problemas psicológicos que causam sofrimento. A psicoterapia pode ser muito bem vinda. Converse com um profissional de saúde de confiança.

E se forem ao McDonald num fim de semana qualquer?

OK. Eventualmente podemos ir. E se forem não se esqueçam de me chamar. Mas comeremos lá não escravos dos nossos impulsos primitivos. Seremos senhores de nós mesmos. E, o melhor, com uns quilos a menos.

Fonte: www.lucasmedeiros.com.br

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