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terça-feira, 13 de agosto de 2013

As tarefas domésticas podem te ajudar a viver mais?




Por Gretchen Reynolds (tradução Renata Souza, revisão Anderson Brandão)

É de conhecimento geral que pessoas ativas vivem mais do que pessoas sedentárias. Mas, não estão totalmente claros quais são os exercícios afetam a qualidade de vida e em quais quantidades. Muitos estudos estão começando a fornecer alguma explicação, sugerindo que certas atividades podem ser melhores do que outras no que diz respeito a risco de mortalidade.

O estudo recente mais marcante atualmente foi conduzido na Europa e esta fornecendo grandes informações sobre a saúde dos britânicos de meia-idade. Esses trabalhadores, com idade entre 35 a 55 anos, foram monitorados por uma década e nesse tempo eles preencheram vários questionários sobre saúde.

Nesses questionários estavam incluídas as atividades realizadas pelos participantes ao longo do mês. Especificamente, havia perguntas sobre o número de horas que os voluntários gastavam andando, cuidando do jardim, executando outras atividades domésticas e praticando esportes.

Cada atividade foi classificada como ‘leve’, por exemplo, lavar pratos e cozinhas; ‘moderada’, caminhada rápida; ou ‘vigorosa’, por exemplo, a natação.

Os pesquisadores também checaram os registros de morte dos participantes

Eles descobriram que no geral, a atividade física de qualquer tipo foi associada à vida longa. Mas, a associação foi mais forte entre as pessoas que praticavam atividades intensas. Aqueles que regularmente pintavam e consertavam suas causas ou caminhavam rapidamente tinham uma proteção maior contra morte prematura do que aqueles que lavavam pratos, mesmo se mais tempo fosse gasto nessas atividades.

“Essas descobertas estavam de acordo com um estudo publicado esse ano no ‘‘The European Journal of Preventive Cardiology”, em que os cientistas de Copenhagem monitoraram 5,106 adultos ciclistas por 18 meses e estes voluntários tinham que reportar quantas horas e a qual intensidade estava pedalando.

Os pesquisadores também monitoraram o número de mortes no grupo

Foi descoberto que os homens e mulheres que reportaram que pedalavam em alta intensidade viviam mais do que aqueles que pedalavam de maneira ‘fácil’, mesmo se eles pedalassem por mais horas. Na média, os ciclistas que pedalavam intensamente viviam de 4 a 5 anos mais do que aqueles que mantinham um ritmo leve.

“Nossas recomendações gerais para todos os adultos é que pedalar em alta intensidade é melhor do que de maneira leve,” concluíram os autores.

Mas nem todos os pesquisadores estavam convencidos de que exercícios intensos são essenciais, se o objetivo é prolongar a vida. O consenso geral entre a maioria dos pesquisadores que estudam exercícios e longevidade é “o importante é quantidade total de caloria consumida”, e não a quantidade de força realizada, diz o Dr I-Min Lee.

Em outro estudo publicado no PLoS, Dr. Lee e  seus colegas do National Cancer Institute e outras instituições reuniram informações sobre atividades físicas, massa corporal e mortalidade de mais de 650.000 americanos adultos que participaram dos estudos do Instituto ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam os níveis de atividade dos voluntários com as recomendações do governo de 150 minutos de atividade moderada por semana. Eles descobriram que aqueles que seguiam as recomendações viviam de 3 a 4 anos a mais do que aqueles que não praticavam atividade física. Aqueles que dobravam a quantidade de atividade física aumentaram a expectativa de vida, mas numa taxa pequena, uma média de 10 meses a mais do que aqueles que faziam apenas o recomendado.

Mesmo as pessoas acima do peso viveriam mais se eles se exercitassem moderadamente, dependente se emagrecessem ou não durante o período de estudo.

A associação entre atividade física e longevidade ainda acontece mesmo para os voluntários que se exercitaram ocasionalmente. “Um baixo nível de atividade física, equivalente a 10 minutos por dia de caminhada foi associado com o ganho de quase dois anos a mais de vida”, diz Steven Moore, pesquisador do National Cancer Institute.

Na verdade, ele diz, “a máxima longevidade foi alcançada com um nível de atividade física de 65 minutos por dia de caminhada, com nenhuma evidência de aumento se a quantidade fosse maior”.

Porém quando você aumenta a intensidade, por exemplo, da caminhada, isso pode aumentar os benefícios da relação da atividade física com a longevidade.

Até uma atividade simples como lavar pratos pode se tornar satisfatória, tendo em vista que pode adicionar anos a vida de alguém.

Fonte: New York Times

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