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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Exercício é remédio!

Por Lauren Pecorino (tradução Renata Souza, revisão Anderson Brandão)

Exercícios físicos são comumente vistos como algo recreativo para os jovens ou para aqueles que têm tempo livre. Isso não poderia estar mais errado. Nos Estados Unidos a atividade física é a terceira na lista para prevenção de mortes.

A mensagem de Lauren Pecorino é clara: A atividade física é um remédio e absolutamente essencial para uma boa saúde. Essa mensagem não é novidade, basta ler uma citação de Hipócrates 460 a.C: “Se pudéssemos fornecer a quantidade correta de exercícios e nutrição, nem tão pouco e nem demais, nós encontraríamos o caminho mais seguro para a saúde”

Lauren pode observar a própria mãe se recuperar de uma doença séria. Ela viu os dois lados da moeda: a devastação causada por estar de cama e inativo (1/3 da massa muscular pode desaparecer em semanas) e depois a recuperação através da atividade física. Essa experiência permitiu a investigação do papel da atividade física na medicina e na saúde. A investigação de novas pistas sobre os mecanismos moleculares do exercício revela como acontecem os seus efeitos. 

Exercício para prevenção do câncer e a sobrevivência de pacientes com câncer

Lauren Pecorino é uma expert em câncer e segundo um dos maiores Centros de Pesquisa o “The Food, Nutrition, Physical Activity, and Prevention of Cancer Report” existem fortes evidências de que a atividade física ajuda a diminuir o risco de câncer de mama e de endométrio na pós-menopausa. O American Institute for Cancer Research e o The World Cancer Research Fund fazem 10 recomendações para prevenção do câncer: uma é ser magro e a outra é realizar atividade física com a duração mínima de 30 minutos por dia. Note que apesar de essas recomendações terem relação, elas são diferentes. 

Uma das recomendações mais importantes na prevenção do câncer é manter um peso saudável ao longo da vida. 

O risco de câncer do endométrio e de mama reduz com a prática do exercício porque há uma diminuição do hormônio estrogênio, um conhecido fator de risco. Estudos mais recentes apontam a importância do exercício físico para os sobreviventes do câncer. Resultados de diversos estudos demonstram que atividade física pós diagnóstico reduz mortes por câncer de mama. Os melhores resultados acontecem em mulheres que têm tumores sensíveis a hormônios e que se exercitavam uma média de 3 a 5 horas por semana. Evidencias recentes de pacientes com câncer de mama sugerem que apos 6 meses de exercícios de intensidade moderada a intensa, houveram alterações no DNA que aumentou a presença de genes e esses eventos foram associados com a sobrevivência. Um dos genes é um conhecido supressor de tumor.

Benefícios mentais

Muitas pessoas conhecem os benefícios da atividade física para a saúde cardiovascular. Porém poucas pessoas sabem que alta quantidade de atividade física atrasa o aparecimento da demência ou que também ajuda a atrasar a disfunção cognitiva. 

O funcionamento do cérebro depende de transmissores químicos e sinais elétricos que são passados entre as células nervosas por uma região chamada sinapse. O exercício pode ativar genes responsáveis pela produção de fatores específicos de crescimento do cérebro que podem modificar a estrutura sináptica e alterar sua função. Outro mecanismo indireto é a redução de fatores de risco como diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão, quem podem desencadear uma degeneração neurológica. Viva mais e bem!

O envelhecimento traz consigo a perda de funções corporais: a perda de força e massa muscular, os ossos ficam mais frágeis, o coração bate mais devagar, as funções cerebrais ficam debilitadas antes de morrer. Mas estudos recentes estabeleceram relação do exercício com a mortalidade e o envelhecimento. Um estudo longitudinal de 20 anos realizado por Kokkinos mostrou que o risco de mortalidade em homens idosos foi 38% menor naqueles que tinham uma atividade física de 5.1 a 6.0 MET. 

As notícias mais empolgantes vieram da família de genes chamada situínas, identificados como a chave para a longevidade e qualidade dos reguladores do envelhecimento, por causa da resposta aos exercícios e porque estão envolvidos em vários processos que podem alterar os mecanismos de envelhecimento. Na verdade, os cientistas adicionaram uma dose extra de situínas em ratos machos e eles aumentaram a expectativa de vida em 15%. As situínas trabalham regulando expressão gênica e modificando a atividade enzimática. Esse conhecimento pode ajudar no desenvolvimento da fonte da juventude através da produção de fármacos úteis na prevenção e tratamento dos sintomas do envelhecimento. 

Exercício é antioxidante

O exercício cria um intermediário de oxigênio altamente reativo, os radicais livres. O papel desses radicais livres no envelhecimento e nas doenças já é bem conhecido. A teoria de que o exercício funciona como antioxidante combina com outra teoria de que a quantidade de exercício também é importante. A grande quantidade de radicais livres gerados por exercícios intensos pode danificar os componentes celulares, incluindo DNA, mas a baixa quantidade de exercício moderado atua como um importante sinalizador para ativar poderosos genes antioxidantes e assim fortalecer nossas defesas contra os radicais livres. Esse mecanismo antioxidante pode explicar os variados benefícios da atividade física moderada. 

O conselho da Lauren Pecorino

Saia de casa e seja ativo, esse é o seu maior investimento. Divirta-se sendo saudável. O poder do exercício é que ele ativa genes que ajudam a defender contra doenças e o processo de envelhecimento. Lembre-se: EXERCÍCIO É REMÉDIO!

Fonte: Huffington post

Um comentário:

Anônimo disse...

A matéria é interessante e convincente.
Só não sei o que é "5.1 a 6.0 MET."
Vou repassar com o link.

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